A Moda em Portugal – da Ditadura à Alta Costura

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Quando se fala de estilistas portugueses ou da moda em Portugal, há que ter em conta que este é um país pequeno, mas com muita gente talentosa e com perspetivas diferentes!

Lisboa é uma cidade descontraída, mas atual, e a variedade de lojas faz com que a alta costura e as grandes cadeias do pronto-a-vestir possam conviver lado a lado.

Desde a revolução de 1974, toda a sociedade portuguesa sofreu grandes transformações. A moda e a forma de vestir não foram exceções.

John MacLeod, um tecelão de uma remota ilha escocesa, relembrava os anos das décadas de 60 e 70 do século passado, quando uma emissária do Estado português se deslocava à sua pequena ilha para adquirir uma considerável quantidade de “tweed”, o típico tecido à base de lã, produzido na Escócia. Invariavelmente, dizia John MacLeod, a cor escolhida era o cinzento escuro. E esta era a cor que vestiam os mais altos elementos do Estado de então. Felizmente, depois de 1974, muita coisa mudou.

A indústria da moda em Portugal é hoje em dia conhecida pela sua inovação, originalidade e até mesmo pelos preços bastante acessíveis.

Desde a revolução que mudanças profundas ocorreram na sociedade portuguesa, e a moda não ficou para trás. A moda portuguesa deu os seus primeiros passos nos anos 70, conquistando, pouco a pouco, o consumidor português que, gradualmente, não só passava a estar mais informado sobre as tendências do mundo ocidental como, ao mesmo tempo, adquiria poder de compra.

Atualmente, nomes como Ana Salazar, José António Tenente ou a original e colorida Fátima Lopes, catapultam Portugal para a vanguarda do que se faz na moda, conquistando não apenas os clientes portugueses, mas também o consumidor internacional que sabe reconhecer a qualidade do “design” e dos materiais.

Foi um longo caminho a percorrer desde os cinzentos-escuros de John MacLeod até aos dias de hoje, mas a moda portuguesa deixou definitivamente a ditadura para trás e está hoje a par do melhor que se faz pelo mundo.

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