“Dress Code” Profissional em Portugal

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O “dress code” profissional aplica-se a contextos organizacionais em que domina um certo grau de formalidade. Os cenários laborais a que é apropriado vão desde as conferências até aos eventos de negócios, sendo levado bastante a sério em alguns setores, como o da banca, que chega a ter regulamentos internos sobre o código de vestuário dos seus funcionários. O objetivo é criar uma imagem aprumada e clássica, que sinalize elegância, discrição e profissionalismo.

Muito embora os portugueses sejam um povo tendencialmente conservador e observador das formalidades sociais instituídas, nota-se uma mudança progressiva do “dress code” profissional para um estilo descrito como “business” casual, caracterizado pela descontração e o conforto e que as gerações mais jovens têm implementado no mercado de trabalho. Neste caso, o estereótipo do fato – seja masculino, seja feminino – é invertido pelo uso de calças, inclusive de ganga, o que até há poucos anos seria algo impensável num ambiente de negócios, em que se primava por transmitir uma imagem de seriedade.

Outra particularidade cada vez mais frequente é estabelecer-se um dia da semana em que os funcionários das empresa podem vestir-se de forma mais casual – é o exemplo das “casual fridays”.

Independentemente da filosofia e das regras internas de cada empresa, há alguns erros a evitar, por poderem pôr em causa a credibilidade profissional do indivíduo. Ei-los:

  • Não dar atenção à apresentação, descuidando-a e comparecendo a reuniões de negócios com a mesma indumentária com que se visita o supermercado;
  • No caso das mulheres, exagerar nos decotes, utilizar saias ou vestidos muitos curtos e acentuar a maquilhagem, criando uma imagem festiva, que geralmente associamos a eventos de festa noturnos;
  • Utilizar calçado demasiado descontraído;
  • Escolher acessórios excessivamente casuais, espalhafatosos, desleixados ou de fraca qualidade;
  • Exibir um rosto “deslavado”, com olheiras e manchas na pele – aplicar uma base de maquilhagem não implica abdicar de um “look” natural;
  • Associar a indumentária a grupos muito específicos, como os “hippies”, os góticos ou os fãs de uma determinada banda. As situações de trabalho não são o contexto indicado para se expressar de forma demasiado personalizada e ostensiva através do vestuário.

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